podcast.

Written on 10.11.09 by Miguel Machado

podcast *asterisco blogue.


Crianças, Mulheres e Web Televisões primeiro.

Written on 9.11.09 by Gustavo Stevanato

O último caldo nos meios digitais foram as webtvs. Mas Nouvelle Vague digital, a nova onda do ciberespaço, datada de início em 2005 aqui nas águas de Portugal, parece ainda pouco avançar longe da costa. o projecto encontra  ainda na beira-mar pedras a impedir avanços, além do mal tempo económico que não cessa para novas ideias. A toda nova tentativa de braçada uma dificuldade. Antes fosse apenas uma maré de má sorte.
Estas águas são desconhecidas dos sítios portugueses ainda. As televisões digitais se afogam sem incentivo ou bóia. Segundo o pesquisador Nuno Fernandes, em palestra na Universidade do Minho sobre as Web Televisões em Portugal, ‘O surgimento da Internet provocou um forte impacto nas formas de trabalho e disponibilização dos conteúdos dos Meios de Comunicação Social’. Para tanto, se os intentos são bons e os projectos inundam toda gente com expectativas – somente em Portugal são 150 canais detectados até Novembro de 2009 em ‘papel passado’, segundo pesquisa divulgada por Fernandes – os estudos sobre o assunto são poucos, recentemente datados e sem base a comparação em território nacional. Isto porque os problemas encontrados para se manter um conteúdo online de qualidade vão além-mar. 
A maioria dos profissionais que excursam pelas webtvs são marinheiros de primeira viagem. A primeira Web Televisão a surgir em Portugal foi a Famalicão TV, há quatro anos apenas, quando ainda pouco se sabia sobre dar um nó num link ou doutro, a levar a máxima do cinema-novo a televisão, ‘uma ideia na cabeça, uma câmera na mão ’ e,  de modo pouco conveniente, mais nada. Decerto existem as que nadam contra a corrente, e mesmo que acabem por engolir um pouco de água vez o outra, saem-se bem, à exemplo da webtv  Minho Actual. O problema é seguir viagem quando todos os outros já abandonaram seus barcos. Fernandes destaca que pouco menos da metade dos projectos de webtvs pautados surgem em definitivo na Internet ou continuam a navegar. 
Mas não a quem culpar os poucos homens afronte ou mau tempo a estibordo. Porque, a mais, se o projecto ainda que amador conseguir içar velas com qualidade, a profissionalização de conteúdo derruba em demasia muitos barcos. Porque mesmo que navegar seja preciso, para passar além do Bojador, antes de qualquer dor, é preciso saber onde se está e para onde se quer ir: ‘A pouca expressão de áreas de Política, Opinião e Vox Pop acaba por prejudicar as webtelevisões com características regionais e locais, abandonando elas próprias a capacidade de ajudar na criação do espaço público das populações onde se inserem'. 

E se tudo isto torna a viagem mais incerta, vale lançar a pergunta ao mar: Investir na webtvs é por acabar a se ver navios? Nem tanto a terra nem ao mar. Segundo o pesquisador Nuno Fernandes, o futuro das Web Televisões Portuguesas percebe-se que mesmo e depois de qualquer avanço longínquo da comunicação, o problema, bem como sua solução encontra-se mais de perto:  ‘A aposta em associações regionais para partilha de conteúdos será crucial para a sobrevivência dos projectos’.