What's on and what's not: 10 redes sociais que podem muito bem virar moda

Written on 26.1.10 by Paulo Paulos


O Asterisco foi à procura de redes sociais que ainda não estão na moda, mas podem muito bem vir a tornar-se populares em Portugal.

Formspring
É uma rede social estimula a interacção directa - permite que os utilizadores sejam questionados por qualquer pessoa. Os usuários recebem as perguntas na sua caixa de entrada, e podem optar por responder ou não, sendo que todas as respostas estarão visíveis no seu perfil.

Tumblr É uma plataforma semelhante ao Blogger, que permite aos utilizadores publicar conteúdos em diversos formatos. As características desta rede criada em 2007 incluem funcionalidades que permitem grande aproximação entre o seu milhão de usuários.

Erasmusu Concebida por um grupo de estudantes espanhóis, em 2009, esta rede ainda se encontra em fase de desenvolvimento. Pretende ser uma plataforma que agregue estudantes de todo o mundo que estejam a participar no programa Erasmus, de forma a facilitar o seu processo de integração e o intercâmbio entre usuários de países diferentes.

Blip Nesta rede, os utilizadores têm acesso a milhões de streams que lhes permitem escutar e publicar as suas canções preferidas. É uma espécie de biblioteca musical online, que permite o contacto entre os seus utilizadores, e pela qual pode passar o futuro da música em formato digital.

Lappiz Esta rede portuguesa pretende ser um espaço onde os estudantes universitários podem partilhar todo o tipo de conteúdos académicos. Para além de um extenso arquivo de trabalhos, exercícios e apontamentos, a rede lançada em 2009 possui ainda um espaço para a troca de experiências e discussão de matérias entre os estudantes.

Couchsurfing Para pertencer a esta rede basta apenas ter um sofá confortável e uma boa dose de hospitalidade. Lançado em 2004, este site permite que os seus utilizadores forneçam hospitalidade uns aos outros de forma gratuita. Através dos seus perfis pessoais, os utilizadores podem oferecer abrigo ou viajar de sofá em sofá por outros países do mundo.

Flixster É a rede social predilecta dos cinéfilos. Permite aos usuários descobrir novos filmes, classificá-los e trocar impressões entre si. Esta plataforma goza de grande popularidade nos Estados Unidos, mas ainda está longe de uma forte implementação no nosso país.

DeviantART Este site serve de base à comunidade artística que, através do seu perfil, pode publicar o seu trabalho nas mais diversas áreas. Para além das galerias, das colecções e dos artigos de opinião, existe também um fórum de discussão e a possibilidade recém-adicionada de classificar os trabalhos alheios.

Google Wave Lançada em 2009, e ainda a funcionar somente por convite, tem um objectivo muito simples: agregar os serviços de e-mail, mensagens instantâneas, hipertexto e rede social num único browser, capaz de funcionar em qualquer sistema operativo.

Last.fm Esta rede social tem a capacidade de construir um perfil do gosto musical de cada um dos seus utilizadores através de ligações aos suportes por eles utilizados para ouvir música. Os usuários podem criar a sua própria estação de rádio, elaborar playlists ou até juntar-se a grupos de fãs.

Conheça também as 10 redes mais populares.

''Simulações & Simulacros''

Written on 26.1.10 by Gustavo Stevanato

As redes sociais dão links a imaginação das relações humanas. Mas como pensar relações engendradas na artificialidade? Luís Cunha, Professor e Doutor em Antropologia da Universidade do Minho as discute.








Asterisco*blogue: Professor Luís Cunha, como as novas relações sociais por intermédio das redes sociais, o mais recente produto de comunicação e tecnologia desenvolvidos ao consumo da sociedade, são afectados e recebidos como instrumentos de interacção do âmbito social?
Luís Cunha: Eu penso que um aspecto importante tem a ver com o modo como essa proximidade das pessoas, esta mesma ilusória em determinado sentido, funcionou para modificar a nossa imaginação de quem está do outro lado. Isto é realmente muito diferente do que se tinha nas comunicações convencionais.  Não tem a ver apenas com a velocidade que a comunicação adquiriu, mas também é um facto acerca de como nós imaginamos a comunicação. Estes outros sistemas permitem a interacção entre várias pessoas em simultâneo e permite compartilhar e cruzar o conhecimento de uma forma que antes não existia. E isto de facto introduz alterações significativas no próprio tempo, espaço que nos desenvolvemos.

A*: Em certa forma, os avanços tecnológicos são sempre considerados avanços, e respectivamente evoluções significativas na percepção das pessoas, ao todo caso, mas não deixam de causar em seu impacto, algumas reconsiderações. Quais seriam os malefícios/prejuízos ou ressalvas a serem feitas a comunicação engendrada nas redes sociais?
LC: Ao mesmo tempo que as redes sociais fomentam esta imaginação, pode criar uma artificialidade para as pessoas. As realidades não existem propriamente, e cria-se uma certa ilusão, o que tem a ver com aquela imaginação que referi a transformar as relações de espaço e tempo. Não sei se estas relações, bem como alterações, são necessariamente ou devidamente perigosas, mas sem dúvidas, problemáticas ao que se refere, mais uma vez, a esta artificialidade. Estes simulacros acerca de quem é, o fomento do interesse a descobrir quem são as pessoas de um lado e de outro acaba por encerrar as próprias relações sociais, ou seja, a própria contribuição e medida das pessoas na participação na comunicação social. As relações acabam por reduzir-se ou ficar diminuída as estas simulações e representações sociais. Isto parece perigoso a estes termos circunscritos. Mas ao ter a comunicação em níveis mais amplo, a tratá-la neste momento por sistemas de informação e a circulação desta informação nas plataformas de comunicação da sociedade, a abordagem deve ser diferente. Se por um lado esta multiplicação dos canais através dos quais a informação passa e é recebida permite que exista mais informação a circular, é interessante quando lhe cabe o papel de combater a concentração ou monopolização dos meios de comunicação.

A*: Vista esta dualidade e certo maniqueísmo encerrados na mesma plataforma de comunicação, a considerar as valências e responsabilidades destes meios, como avaliar a inserção destas em um meio académico, a tratar, a Universidade?
LC:Parece que em sua própria história estes meios começaram no meio académico. Funções a conhecer desde a mais simples, como o correio electrónico, começaram a serem criadas nesta dimensão. E diria, que de facto, é o local mais adequado para se utilizarem estas tecnologias. A Universidade em sua própria etimologia traz essa ideia de universalidade, geração de conhecimento e participação com ampla possível.  Mas talvez a principal questão seja a orientação destas comunicações. Claro, isto ainda é um campo em exploração, e sim, pode resultar em um produto devidamente interessante. Mas por outro lado, penso que seja perigoso ao ensino em sua tentativa de substituir o face-to-face. Há que se crer que, de todo modos, ainda são possibilidades oferecidas por este tipo de comunicação, mas deve saber seus limites, a não tornar o ensino, a forma de saber muito artificial, e principalmente desfocado dos seus agentes. Isto não parece bem.

A*: O senhor, como professor, consegue perceber as mudanças ou alterações que nos referimos e relacionadas como características conferidas por estas novas tecnologias no circunscrito âmbito e trato do ensino universitário?
LC: Do ponto de vista do trabalho académico, isto nota-se, e muitas vezes não sob uma perspectiva positiva. Aquilo que se nota é que existe uma recorrência cada vez maior a estas novas formas de tecnologias, principalmente feita de uma forma pouco criteriosa: Pode-se arrancar com facilidade a internet, quando é preciso trabalhar um conceito, ler algum autor, e isso por vezes substitui exercício importantes de reflexão que é a própria discussão e leitura dos autores. Ler um livro, aprender o livro; ler um texto, aprender o texto; A internet tem este privo de descentrar o trabalho do aluno. Neste nível, nota-se muita transformação. Em outro nível, no próprio modo como os alunos se relacionam, se vêem na universidade, se pensam inseridos num ambiente académico, é mais difícil certamente falar uma vez que é oriunda da vivência pessoal dos alunos, mas é difícil negar que estas tenham permanecido intactas.





Dr. Prof. Luís Manuel Jesus Cunha, Licenciado em Antropologia Social e Doutorado pela Universidade do Minho. Actual Director da Secção de Antropologia da Universidade do Minho.


"Mundo universitário é bastante pioneiro nas questões da Internet"

Written on 25.1.10 by Miguel Machado

Luís Santos, investigador e docente na Universidade do Minho, fala da proliferação das redes sociais no mundo universitário.

What's hot and what's not: 10 redes sociais que estão na moda

Written on 25.1.10 by Paulo Paulos


As redes sociais vieram revolucionar a forma de comunicar. Surgem na web a um ritmo quase diário, cada vez mais especializadas, em jeito de quem parece ter vindo para ficar. Nesta rubrica, o Asterisco apresenta 10 redes sociais que estão na moda e outras 10 que poderão muito bem vir a estar.

Conheça a nossa selecção das 10 redes sociais mais populares:

Facebook
Criado em 2004 por um estudante universitário norte-americano, é um dos sites com mais utilizadores em todo o mundo, com cerca de 120 milhões de perfis. É uma rede social generalista que promove o relacionamento entre os usuários e que continua a crescer exponencialmente.

Youtube Famoso portal que permite o carregamento e partilha de vídeos em formato digital, que podem posteriormente ser disponibilizados em blogues ou sites pessoais. Em 2006, ano em que foi adquirido pela Google, foi também considerado a invenção do ano pela revista Time, por ter revolucionado a comunicação entre milhões de pessoas.

MySpace É uma das redes sociais mais populares em todo o mundo. Para além de permitir a criação de perfis, o alojamento de fotografias e interactividade entre os utilizadores, fornece ainda a possibilidade de hospedar ficheiros de música em formato mp3. Esta particularidade faz do site um poiso frequente para grande parte dos grupos musicais, tendo catapultado muitas bandas do anonimato até à ribalta.

Twitter É uma rede social que fornece o serviço de microblogging. Com limite de 140 caracteres, permite aos seus usuários a publicação e leitura de mensagens apelidadas de tweets. Com mais de 15 milhões de usuários em todo o mundo, esta poderosa ferramenta de comunicação permite actualizações em tempo real via web ou SMS.

Hi5 Com 60 milhões de utilizadores activos, esta rede social é uma das mais populares em Portugal. Criado em 2003, disponibiliza ferramentas muito idênticas às do Facebook, que está a ganhar-lhe terreno. Cada usuário pode criar um perfil, trocar impressões, publicar imagens, músicas ou experimentar alguns dos jogos disponíveis.

Wikipédia É uma enciclopédia online disponível em várias línguas, actualizada de forma voluntária por utilizadores de todo o mundo. O conteúdo desta rede criada em 2001 pode ser alterado, copiado ou amplificado por qualquer utilizado, pelo que a informação disponibilizada nem sempre corresponde a uma imagem fiel da realidade.

Skype Este serviço permite comunicações de voz e de vídeo gratuitas entre os seus usuários. Esta ferramenta permite comunicar para qualquer parte do mundo, enviar e receber arquivos e é a primoridal forma de comunicação para muitos dos estudantes integrados no programa Erasmus.

Windows Live Messenger Criado pela Microsoft, este programa permite a troca de mensagens instantâneas, em tempo real, via Internet. É um dos meios de comunicação predilectos dos portugueses e lidera a sua área com cerca de 230 milhões de utilizadores em todo o mundo.

LinkedIN
Fundado em 2003, conta já ter ultrapassado a barreira dos 50 milhões de utilizadores. É uma rede social utilizada, sobretudo, com propósitos profissionais. Cada utilizador possui uma rede de contactos que lhe permite interagir com os seus pares, procurar trabalho ou mesmo oportunidades de negócio.

Blogger À semelhança do Wordpress, é um serviço que permite hospedar um número ilimitado de blogues cujos criadores estão espalhados pelo globo. Aquando da sua criação, em 1999, esta ferramenta veio facilitar a publicação de textos e de outros conteúdos na internet. Esta rede social, que tem contribuído a larga escala para o fomento daquilo a que se chama jornalismo de cidadão, foi adquirida pela Google em 2003.

Conheça aqui as 10 redes sociais que podem tornar-se populares.

Audiências das redes sociais em Portugal em constante modificação

Written on 25.1.10 by Miguel Machado

Hi5, Facebook, Twitter e MySpace. As quatro principais redes portuguesas registam tendências de audiências muito distintas. Ao passo que o Facebook e o Twitter se encontram numa fase ascendente, Hi5 e MySpace registam cada vez menos visitas. Utilizando os dados do Google Trends for Websites podemos analisar as tendências das principais redes sociais em Portugal. Apesar de serem dados muito aproximados do real, não passam de estimativas do Google para o número de visitas únicas diárias a um determinado site. Fica então a análise das quatro redes sociais preferidas dos portugueses.

Hi5

A tendência do Hi5 é claramente de descida. Apesar de continuar a ser a rede social predilecta dos portugueses, nota-se uma descida evidente das visitas únicas diárias, nomeadamente a partir de Outubro de 2008.


Facebook

Por outro lado, o Facebook tem vinda a crescer de forma muito constante. A segunda metade do ano de 2009 revelou um aumento muito significativo das visitas únicas diárias.


Hi5 e Facebook: tão longe e tão perto

Em Julho de 2007 a distância entre Hi5 e Facebook era abismal. No entanto, o Hi5 tem revelado uma notória descida desde o ano de 2008, ao passo que o Facebook cresceu imenso no ano de 2009. Estas discrepâncias de audiências fazem com que as duas principais redes sociais em Portugal, se encontrem, actualmente, muito próximas uma da outra, a nível de visitantes únicos diários.


Twitter

O Twitter é uma rede social muito recente, mas que registou uma ascensão meteórica a nível de audiências, no nosso país. No entanto, tem-se registado uma diminuição do número de acessos no último semestre do ano de 2009.


MySpace

O MySpace, que atingiu o pico de acessos no inicio do ano de 2008, tem decrescido desde aí. No entanto, o segundo semestre de 2009 tem sido mais positivo que o primeiro, já que o número de acessos tendeu a normalizar.



Estes dados do Google fazem prever que o Facebook se vai tornar na rede social predominante em Portugal, mais depressa do que se previa. No que ao Twitter diz respeito, é difícil ter certezas, pois o acesso à rede de microblogging pode ser feita através de outras plataformas que o Google Trends não analisa. Quanto ao Hi5 e ao MySpace, a tendência é para continuar a descer, no entanto, não é certo que as tendências se transformem em realidade.